Por que existe tanta corrupção em Angola?

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  • Será que em Angola a corrupção é um fenômeno cultural? É da nossa cultura na verdade?
    É precisamente o contrário: é a corrupção que deteriora a nossa cultura, não é a nossa cultura que gera corrupção.
    As causas mais graves da corrupção em Angola, se encontram na politização partidária das instituições públicas, cujos cargos, em grande parte, são preenchidos por critérios políticos (de amizade, lealdade e de retribuição). É a política do clientelismo.
    Essa... Ver más politização partidária (na Administração Pública) gera: (a) grande vulnerabilidade à corrupção (na medida em que há incerteza em relação às próximas eleições), o que leva o funcionário (passageiro) a ser mais vulnerável ao suborno (e ao enriquecimento ilícito); (b) a convergência de interesses político-partidários (particulares) entre todos os que tomam decisões que definem as políticas públicas.
    Em lugar de um funcionário público independente, que tenha condições de denunciar o que não é correto para o interesse público, o administrador conta ao seu lado com asseclas que não pensam em outra coisa que ganhar as próximas eleições (para manter o poder, o cargo, suas benesses etc.).
    Para se alcançar e manter o poder em Angola, muitas vezes os políticos colocam em ação meios ilícitos (pouco ortodoxos), como, por exemplo, a fraude (corrupção), a violência ou a total ausência de ética. Contando ademais, com a conivência dos funcionários (partidários) que jogam no mesmo time, com o mesmo objetivo (ganhar as eleições, manter o esquema, cargos etc. etc.).
    Outro fator que muito contribui para a corrupção é a impunidade. Para garantir a "governabilidade" (de uma instituição totalmente destruída pela imoralidade, corrupção, nepotismo, patrimonialismo etc.), ou seja, para assegurar a impunidade das trambicagens e estripulias anti-democráticas, todo tipo de acordo (político) é admitido, (o que está já acontecendo entre o MPLA e a UNITA). Somam-se generalismos, politiqueiros e aventureiros emergentes, velhos patrimonialistas com partidarismos, tudo em nome da governabilidade, isto é, da impunidade. O governo central, das províncias e das comunas em Angola, continua marcado pela política do clientelismo, amiguismo e MPlismo.
    Caros amigos e concidadãos. O acesso ao cargo público não pode seguir outro critério, que não seja o mérito e a competência. Daí a valia dos concursos públicos e das eleições. Os funcionários devem ser independentes (apartidários), e não podem se perder no corporativismo e cartorialismo. O estilo de administração tem que ser idêntico ao privado, tal como hoje se passa na Suécia e na Nova Zelândia, que se acham dentre os países menos corruptos do mundo.
    Democracia, é crer na igualdade civil de todos, sem distinção de qualquer natureza. É rejeitar hierarquias e privilégios. É não perguntar: "Você sabe com quem está falando?" É responder: "Quem você pensa que é?". É crer na lei [assim como na constituição e nos tratados internacionais] como garantia da liberdade. É saber que o Estado não é uma extensão da família, um clube de amigos, um grupo de companheiros. É repudiar práticas patrimonialistas, clientelistas, familistas, paternalistas, nepotistas e corporativas. É acreditar que o Estado não tem dinheiro, que ele apenas administra o dinheiro pago pelo contribuinte e proveniente dos recursos naturais da terra. É saber que quem rouba dinheiro público é ladrão do dinheiro de todos. É considerar que a administração eficiente e transparente do dinheiro público, é dever do Estado e direito seu. É não praticar nem solicitar jeitinhos, empenhos, pistolões, favores, proteções.
    Democracia em Angola, precisa-se e urgente! ver menos

    Por Manuel Fernandes - Julio 18 2009
  • Manuel Fernandes escribió - Enero 05 2010

    ANGOLA INTERROGADA.
    "O PAÍS NÃO TEM DONO, ANGOLA É DE TODOS NÓS! Os vários anos de guerra destruíram a vida espiritual do angolano. O amor esfriou-se completamente e ninguém quer saber do amanhã. Estamos todos a correr atrás de carros e casas. Comissões daqui e gasosa dali. Por isso, o País ficou preso na improdutividade e na corrupção. É hora de mudarmos este quadro feio pintado de sangue. Baixem as armas dos partidos e levantem os cérebros. O País deve ser colocado em primeiro lugar". (MCK, Rapper angolano)

  • Manuel Fernandes escribió - Julio 23 2009

    A excessiva centralização do poder em Angola, beneficia a elite política no poder, facilita o esquema e corrupção, impede a consolidação da Nação.
    Durante os tempos de guerra, o governo de Angola adoptara, nas décadas de 70 e 80, o regime mono partidário como sistema de governação. Entretanto, no início dos anos 90, fruto dos primeiros acordos de paz, iniciou-se com o multipartidarismo. Mas, segundo alguns políticos da oposição, pouco ou nada mudara no sistema de governação. Pelo que, o partido no poder (MPLA) centraliza as principais... Ver más decisões do país a si mesmo.
    Numa extensa reflexão de nossa parte FUNDAÇÃO NOVO MUNDO - ANGOLA, e de encontro as velhas tradições angolanas e sua cultura, achamos e recomendamos como melhor caminho, a implementação do FEDERALISMO em Angola.
    Em África, a primeira referência do federalismo exitoso é a Nigéria, onde hoje (apesar dos sucessivos golpes de Estado que não contestam o federalismo), notamos um progresso equilibrados entre as unidades federadas.
    O federalismo em África, tornou-se uma referência incontestável. Pois cada país poderá aplica-lo, considerando a realidade de sua história social e costumes.
    Em uma estrutura federalista funcional, cada província possui uma constituição, uma Assembleia Legislativa Provincial, para além de realizar eleições ao nível das províncias. Só assim é possível, um nível de descentralização do poder central real. ver menos

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